A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) nomeou Hélio Cury Filho como administrador provisório da Federação de Futebol do Piauí (FFP) e do Instituto de Futebol do Piauí (IFP), por 90 dias, para assegurar a continuidade das competições durante a transição. A medida ocorre após o afastamento de Robert Brown Carcará, presidente da FFP, e a licença médica que ele solicitou. A intervenção busca manter a gestão estável enquanto novas diretrizes são definidas.
O Ministério Público do Piauí (MP-PI) ajuizou uma ação civil pública, em 1º de dezembro, pedindo a intervenção judicial na FFP e no IFP e o afastamento de Carcará. Também envolve o presidente do IFP, Daniel Lima Araújo. A ação resulta de auditoria da Steiner & Steiner Auditores Associados, que apontou irregularidades patrimoniais e fiscais e um “apagão documental” com mais de 4,4 milhões de reais não comprovados.
Entre as irregularidades, o MP cita risco de insolvência da IFP diante de condenações judiciais, divergências sobre FGTS e movimentação financeira entre 2023 e 2024, e relatório de auditoria assinado por empresa sem CRC. A Jurisdição requer entrega de registros contábeis e acessos bancários para regularizar as finanças e evitar prejuízos a credores e clubes filiados.
Medidas em curso
Cury assume a gestão provisória para manter as competições e buscar documentos faltantes. O mandato inicial, de 90 dias, prevê continuidade das atividades da FFP e atuação na regularização das contas. A atuação do Judiciário é defendida pelo MP para prevenir riscos à organização desportiva.
Contexto da auditoria
A auditoria aponta desorganização fiscal e patrimonial entre FFP e IFP, com documentos ausentes e relatos de divergências contábeis. Segundo o MP, as falhas comprometem a integridade do sistema de fomento esportivo e exigem medidas administrativas rápidas para restabelecer a transparência. As informações oficiais detalham ainda situações de fiscalização e conformidade que precisam ser regularizadas.
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