O Atlético-MG apresentou nesta quarta-feira, 10, o novo CEO, Pedro Daniel, que passou a detalhar o cenário financeiro do clube. O objetivo é reduzir a dívida e ajustar o fluxo de caixa, respeitando as regras de fair play financeiro à liberarem impacto direto nas operações da SAF.
Ele destacou que a gestão precisa equilibrar entradas e saídas, sem depender apenas de demonstrativos. A fotografia do balanço não reflete a realidade do dia a dia, segundo o executivo, que aponta a necessidade de cumprir novos requisitos e resgatar credibilidade.
O dirigente afirmou que ainda há entradas de recursos esperadas até o fim do ano, o que impede o cálculo exato do valor da dívida. O foco é casar o fluxo de caixa, reduzir riscos e manter o futebol competitivo, sem comprometer a estrutura financeira.
Desafios e estratégias
A dívida é apontada como limitadora de investimentos, principalmente por juros elevados. O clube atualmente opera em um ambiente com taxa de juros de 15%, o que aumenta a despesa financeira e pressiona o orçamento voltado ao futebol.
Para 2026, a meta é ajustar a estrutura financeira sem tirar o foco do desempenho esportivo. Pedro menciona que há esforços para equalizar contratos e tornar a alocação de recursos mais eficiente, com planejamento técnico envolvendo Paulo e Sampaoli.
Entre as alternativas estudadas, entram possibilidades de capital e maior eficiência na gestão de custos. O objetivo é avançar em medidas que permitam cumprir as regras sem frear o talento e a competitividade do elenco.
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