Karolina Muchova, atualmente na 19ª posição do ranking, comentou em entrevista à Forbes sobre o calendário de tênis, em Nova York. Ela aponta que a agenda é excessivamente extensa e que as regras obrigam a participação em diversos torneios, o que afeta a saúde física dos jogadores.
A jogadora tcheca critica a obrigatoriedade de seis torneios WTA 500 e de todos os WTA 1000, além dos Grand Slams, muitos com duração de duas semanas. Segundo Muchova, o ritmo é tão intenso que pode levar a jogar lesionada para evitar penalidades.
Ela também afirma que manter esse ritmo a longo prazo é inviável, prejudicando especialmente a saúde mental. Ainda, comenta que a situação inspira cada vez mais debates no circuito, com jogadoras buscando espaço para priorizar o bem-estar.
Em relação à remuneração, Muchova cobra maior valor aos atletas, sobretudo nos Grand Slams. Ela observa que o início da competição em domingos gera dia extra de faturamento para os organizadores, enquanto o retorno financeiro aos jogadores permanece baixo quando comparado a outros esportes. Destaca que, por exemplo, o campeão do US Open leva 5 milhões de dólares, e que, somadas as rodadas de qualificação, a soma pode chegar a cerca de 200 milhões.
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