O futebol brasileiro teve mais uma temporada marcada por polêmicas de arbitragem em 2025. A CBF planeja mudanças para 2026, incluindo o impedimento semiautomático e a profissionalização da classe. Nadine Basttos falou sobre as iniciativas em entrevista ao Lance!.
Ela destacou que a profissionalização pode aumentar dedicação, preparo físico e evolução técnica, mas ressalvou que não resolve tudo sozinho. É essencial investir em formação contínua, qualificação de instrutores e avaliadores, além de melhorar o VAR e criar um ambiente de respeito à arbitragem.
A ex-árbitra também apontou que a tecnologia do impedimento semiautomático oferece mais precisão e rapidez. Segundo ela, reduz tempo de análise e erros de posicionamento, contribuindo para decisões mais consistentes, embora polêmicas milimétricas ainda possam ocorrer.
Nadine afirmou que, apesar do esforço de alguns árbitros, não houve evolução clara em 2025. A temporada foi considerada ruim, com erros graves de profissionais experientes e sensação de insegurança ao longo do campeonato.
Impedimento semiautomático e mudanças na arbitragem
Na avaliação da comentarista, a tecnologia representa avanço importante, ao assegurar dados mais confiáveis para as decisões. O foco passa a ser a qualidade de implementação, treinamento de equipes e fiscalização de uso.
Ela reforçou que o tema não elimina dúvidas, pois lances milimétricos ainda serão discutidos. A diferença está na consistência das chamadas, apoiadas por dados.
Comparação com a arbitragem europeia
Nadine comparou o comportamento dos jogadores no Brasil e na Europa diante de decisões. Na visão dela, os árbitros europeus recebem mais respeito, o que facilita a condução do jogo e reduz a dependência do VAR.
Ela citou que não há consenso sobre o melhor árbitro brasileiro na atualidade. Arbitros que atuam internacionalmente aparecem entre os melhores, mas continuam sem unanimidade no país.
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