O UFC fechou um acordo de transmissão com a Paramount Plus que terá efeito a partir de 2026. O contrato, que substitui a parceria com a ESPN, prevê valores próximos a US$ 7,7 bilhões em sete anos, equivalentes a cerca de US$ 1,1 bilhão por ano. A estreia ocorre já neste final de semana com o UFC 324.
O novo modelo elimina a venda avulsa de pay-per-views, regra tradicional nos EUA para combates de grande peso. Assim, todos os eventos passarão a ter a Paramount Plus como casa definitiva, exceto aqueles que forem ao ar pela CBS, abriram por meio do grupo.
Enquanto isso, a produção do UFC deverá manter mudanças pontuais no produto. Profissionais ligados ao Ultimate indicam uma priorização de lutadores que saibam se promover, buscando maior apelo de marketing e de audiência.
Entre as mudanças internas, a organização tem sinalizado que atletas com estilo explosivo e que buscam finalizações costumam receber maior atenção, em contrapartida a estilos mais contidos. A discussão já ganhou adesão de dirigentes com foco em atratividade.
No Brasil, o fim do UFC Fight Pass mexe com a rotina de transmissão de lutas menores e bibliotecas antigas, como Pride, Strikeforce e WEC. A Paramount Plus deve concentrar o acesso aos shows do Ultimate no país, mantendo o portfólio no mesmo serviço.
Para o público brasileiro, a parceria pode representar uma mudança relevante. Com o fim de contratos com plataformas locais, a Paramount Plus pode incentivar o retorno do UFC ao Brasil, aproximando o público aos eventos com maior regularidade.
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