Os muros do Centro de Treinamento do Botafogo, o Espaço Lonier, no Camorim, Zona Oeste do Rio, foram pichados na noite desta quinta-feira (22). As mensagens atacaram o empresário John Textor, dono da SAF do clube, que enfrenta queda de confiança e dificuldades financeiras. Não há confirmação oficial sobre os autores.
As pichações ocorreram na entrada dos muros que cercam o Lonier. Entre as frases visíveis estava a cobrança por recursos já prometidos e críticas à gestão e ao negócio aberto com Textor. O vandalismo surge um dia após vitória sobre o Volta Redonda e próximos do jogo contra o Bangu pelo Campeonato Carioca.
Há também mobilização de torcidas organizadas para uma manifestação neste sábado (24) nas proximidades do estádio Nilton Santos, horas antes do confronto com o Bangu. A expectativa é de protestos também dentro do Nilton Santos, em ritmo de apoio à mobilização.
Crise no Botafogo
O momento atinge o planejamento financeiro e a gestão da SAF, com pendências envolvendo direitos de imagem e FGTS, além de dificuldades para regularizar verbas da venda de David Ricardo. O clube tenta resolver o transfer ban da Fifa ligado à dívida com o Atlanta United, referente à compra de Thiago Almada.
A proibição de registrar jogadores persiste, colocando em risco a chegada de reforços previstos para 2026, como os zagueiros Ythallo e Riquelme, e o atacante Lucas Villalba. Também há disputas societárias com Eagle Football e o fundo Ares, além de litígio com a Iconic Sports, parceira na compra do Lyon em 2022.
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