No início dos anos 2000, o São Paulo projetou-se como modelo de gestão, com CT de Cotia e Reffis como símbolos de modernidade. A eficiência fora de campo sustentou títulos e uma fase de protagonismo no futebol brasileiro, inclusive Libertadores e Mundial de 2005.
Entretanto, a partir da década seguinte, déficits e conflitos políticos combinaram-se a uma queda na velocidade de renovação. Ainda houve taças isoladas, como a Sul-Americana de 2012 e o título brasileiro de 2023, mas a percepção de vanguarda cedeu espaço à desconfiança sobre a governança.
Segundo Marcelo Marcucci Portugal Gouvêa, filho do ex-presidente Marcelo Portugal Gouvêa, o objetivo do período foi devolver protagonismo ao clube. Ele ressalta que houve mudança de mentalidade para tornar o time mais competitivo, com base estrutural fortalecida desde 2004.
No campo, o Flamengo avançou com uma fase de consolidação de títulos. Entre 2019 e 2025 foram himbras nacionais e continentais, incluindo três Libertadores e três Brasileiros, até chegar a quatro taças em 2025, igualando recordes históricos.
Em novembro de 2025, o Flamengo tornou-se o maior campeão brasileiro da Libertadores, superando adversários, inclusive o São Paulo. Logo após, o clube avaliou a possibilidade de repatriar Lucas Paquetá, a depender de condições financeiras.
Bandeira de Mello sustenta que a chave não está em milagres, mas em gestão responsável. A estratégia enfatiza redução de despesas, pagamento de folha e planejamento, evitando investimentos sem retorno imediato. Esse caminho, segundo ele, evita endividamento excessivo.
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