A CBF adotará o impedimento semiautomático SAOT com iPhones na implementação do sistema em parceiros com a Genius Sports. O Maracanã recebeu a instalação inicial, com o próximo passo sendo a habilitação das linhas no gramado e testes operacionais.
No estádio, 28 câmeras foram instaladas em 12 suportes ao redor do campo. Os iPhones capturam imagens em 4K a 100 quadros por segundo, alimentando um software que recria a jogada em 3D para mapear os pontos do corpo dos atletas.
A tecnologia não decide lances nem substitui o árbitro de vídeo, mas gera dados para o sistema de análise. Técnicos ressaltam que o iPhone funciona como câmera de alta qualidade integrada a uma plataforma maior.
Funcionamento do SAOT
O SAOT automatiza etapas que antes dependiam de decisão manual do VAR. O software sugere o ponto do passe e cria linhas virtuais em 3D, com o árbitro de vídeo validando a indicação e a identificação dos jogadores.
O sistema não usa chip na bola e rastreia o movimento para detectar o exato momento do passe. A tecnologia permite acompanhar milhares de pontos por atleta e acelerar a checagem de lances.
Além do Brasil, Premier League, Liga dos Campeões e Copa do Mundo já utilizam a mesma estrutura, com o Dragon da Genius Sports licenciado para aparelhos Apple. A adoção internacional orienta a implementação brasileira.
Cronograma no Brasil
A CBF prevê implantação gradual: após o Maracanã, Nilton Santos, Arena MRV, Mineirão e Mangueirão receberão a tecnologia. A instalação leva cerca de dois dias por estádio; calibração e treinamentos podem durar até quatro meses.
A expectativa é que o impedimento semiautomático entre em operação no Brasileirão a partir de 2026, após validações técnicas exigidas por entidades internacionais de arbitragem.
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