Tostão, Eduardo Gonçalves de Andrade, é considerado o maior artilheiro e ídolo da história do Cruzeiro. Entre 1963 e 1972, ele transformou o clube mineiro em referência técnica no país, atuando como meia-atacante, armador e centroavante. Sua leitura de jogo e finalização definiram uma era.
No Cruzeiro, Tostão liderou campanhas históricas e estruturou o ataque que dominou Minas Gerais e chegou ao topo do futebol brasileiro na década de 1960. Sua capacidade de organização ofensiva o diferenciou entre grandes nomes da época.
Jogos e números de Tostão pelo Cruzeiro
Os dados variam entre 378 e 383 partidas, com 242 a 248 gols. Mesmo atuando parte do tempo fora da área, manteve médias próximas às de centroavantes clássicos, algo incomum para a posição.
Domínio estadual: artilharias no Mineiro
No Campeonato Mineiro, Tostão foi protagonista técnico e artilheiro. O Cruzeiro venceu cinco vezes seguidas (1965-1969) e ele foi o artilheiro em seis edições consecutivas (1965-1970), somando 105 gols no torneio estadual.
1966: Taça Brasil e a final histórica
Na decisão contra o Santos de Pelé, o Cruzeiro venceu por 6–2 no Mineirão. Tostão teve atuação decisiva e saiu na foto da repercussão. No jogo de volta, em São Paulo, mesmo após perder um pênalti, marcou e ajudou na virada por 3–2, assegurando o título nacional.
Falso 9 e projeção internacional
Nas Eliminatórias para 1970, Tostão foi artilheiro do Brasil com 10 gols. No Mundial do México atuou como falso 9, recuando para organizar e liberar Pelé, Jairzinho e Rivelino. O papel antecipa conceitos táticos modernos.
Títulos conquistados no Cruzeiro
Principais títulos oficiais: Taça Brasil de 1966, Campeonato Mineiro de 1965 a 1969, Torneio Início de Minas (1966). Entre torneios nacionais e internacionales, destacaram-se o Torneio de Caracas (1970), o Torneio do México (1967) e a Taça Rio Branco (1966).
Artilharias e marcas individuais
Tostão foi artilheiro do Mineiro em 1966 (17 gols), 1967 (20) e 1968 (25), além de ser o artilheiro do Brasileirão em 1970 (12 gols). Mesmo como meia, manteve protagonismo ofensivo de alto nível.
Despedida e legado
A última partida oficial pelo Cruzeiro ocorreu em abril de 1972, diante do Nacional de Uberaba. Pouco depois, foi negociado com o Vasco por Cr$ 3,5 milhões, na época a maior transação do futebol brasileiro. O ciclo no Cruzeiro chegou ao fim, mas o legado permanece: maior artilheiro do clube e símbolo da era mais vitoriosa do século XX.
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