O Boca Juniors vive uma crise interna que vai além dos resultados esportivos. Segundo relatório da AFA, o clube perdeu 40 mil sócios no último ano, queda de 12,8% no total de associados em 12 meses, marca histórica para a instituição.
A redução no quadro de torcedores-inscritos impacta diretamente as finanças e o planejamento do clube. A torcida representa uma fonte de renda estratégica, influenciando negociações no mercado de transferências e o orçamento para a temporada.
Enquanto o River Plate investiu 9,2 milhões de euros a mais em reforços, o Boca enfrenta limitações financeiras. A menor base de sócios repercute na capacidade de investimento e no envio de recursos para atividades da equipe.
Em 2025, o Boca registrou o maior jejum de vitórias da história, com 12 jogos consecutivos sem triunfo. O período de dificuldades também trouxe eliminações precoces em competições importantes, agravando o desgaste entre torcedores.
A atual conjuntura coloca o clube diante de um desafio de recuperação de confiança. O presidente Juan Román Riquelme e o técnico Claudio Úbeda precisam buscar estratégias para reverter a percepção de instabilidade.
Na temporada 2026, o Boca Juniors deixa a Copa Sul-Americana de fora e vai disputar a Conmebol Libertadores, além do Campeonato Argentino. A direção avalia medidas para estabilizar a equipe e restabelecer o calendário competitivo.
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