A Flamengo aprovou uma mudança em seu regulamento para impedir a participação de dirigentes ligados a outros clubes ou a SAFs na estrutura de poder do clube. A decisão foi tomada por ampla maioria na reunião do conselho.
A proposta, idealizada pelo presidente do Conselho de Administração, Luiz Eduardo Baptista (Bap), recebeu apoio de conselheiros rubro-negros. Foram 409 votos a favor, 111 contra e 15 abstenções.
A nova regra impede qualquer associado que exerça, direta ou indiretamente, funções com poder de decisão em outra entidade de atuar no Flamengo. Inclui investidor, acionista, gestor, diretor, conselheiro, entre outros.
O que muda
O texto abrange ainda quem realize aporte financeiro ou qualquer tipo de suporte econômico a outra agremiação ou SAF, mesmo que eventual ou informal. O regulamento passa a prever um regime de quarentena.
O período de afastamento é de 12 meses a partir do desligamento formal do associado da outra entidade. Também é exigida alienação integral de participações e o fim de vínculos econômicos ou de gestão.
Implicação prática
A medida afeta futuras nomeações no clube. Em caso de recente atuação em outro clube, o dirigente pode assumir cargo no Flamengo apenas após completar o ano de afastamento.
Como exemplo, Marcos Braz, conhecido pela atuação histórica no Flamengo, deixou uma função ligada ao remo. A regra impede sua participação imediata até cumprir o prazo de 12 meses.
Contexto institucional
A diretoria afirma que a mudança fortalece a governança, evita conflitos de interesse e reforça a independência institucional do Flamengo, principalmente com o crescimento de SAFs no futebol. O dispositivo já integra o regulamento do clube.
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