Pep Guardiola voltou a afirmar nesta sexta-feira que defenderá o direito de se pronunciar sobre temas que vão além do futebol quando houver violência contra civis. A declaração ocorreu em resposta a críticas de representantes da comunidade judaica de Manchester.
O treinador informou que não pode expressar o que sente apenas por ser técnico, mas que respeita todas as opiniões. Ele disse que condena todos os conflitos em que civis morrem e que não houve sugestões de favoritismo entre países.
Na terça-feira, Guardiola disse estar indignado com as mortes de milhares de inocentes, citando o que chamou de genocídio na Palestina, além de referências aos conflitos na Ucrânia, na Rússia e em outras partes do mundo. Ele ressaltou que sua fala não é apoio político.
Na semana passada, o técnico viajou a Barcelona para apoiar crianças palestinas, ato que gerou elogios e também críticas. A controvérsia dividiu opiniões no futebol e chamou a atenção de organizações judaicas locais.
Repercussões e posição do Conselho Representativo
O Conselho Representativo Judaico da Grande Manchester criticou Guardiola, afirmando que ele deveria se concentrar no futebol e temendo que suas declarações incentivem atos antissemitas. A entidade mencionou também a falta de apoio público após o ataque a uma sinagoga em Manchester em outubro de 2025, que deixou dois mortos.
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