O Super Bowl nasceu da fusão entre a NFL e a AFL nos anos 1960, em meio a concorrência financeira entre as ligas. O desafio era definir quem seria o campeão mundial no futebol americano profissional.
O primeiro confronto ocorreu em 15 de janeiro de 1967, no Los Angeles Memorial Coliseum. Chamado oficialmente de AFL-NFL World Championship Game, reuniu Green Bay Packers e Kansas City Chiefs, com ingressos ainda sobrando em boa parte da plateia.
A ideia de batizar o evento surgiu a partir de Lamar Hunt, dono do Chiefs, que escolheu o nome Super Bowl inspirado na brincadeira Super Ball. A imprensa adotou o apelido, que só se tornou oficial na terceira edição.
O marco definitivo veio em 1969, com o Super Bowl III. O Jets da AFL venceu o Colts da NFL, sob a liderança de Joe Namath, evidenciando que a fusão tornaria a final competitiva. O jogo consolidou o evento no calendário americano.
A partir de então, o domingo do Super Bowl se tornou um feriado informal nos EUA, com forte apelo midiático e cultural. O intervalo passou a vender entretenimento além do esporte. Em 1993, Michael Jackson redefiniu o conceito com o show no meio do jogo.
O legado econômico do evento é expressivo. Um comercial de 30 segundos hoje ultrapassa os 7 milhões de dólares, tornando as pausas de mídia parte central da produção do show. O Super Bowl também ampliou horizontes globais para a NFL.
A expansão internacional da liga ocorreu com jogos da temporada regular em cidades como Londres, Munique, Frankfurt, Cidade do México, São Paulo e Rio de Janeiro, utilizando o prestígio do Super Bowl para levar o futebol americano a novos públicos.
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