Thairo Arruda deixou o cargo de CEO do Botafogo e encerrou sua participação na operação do clube, quatro anos após chegar ao Nilton Santos. A mudança ocorre em meio a disputas internas na SAF, projeto liderado por John Textor desde 2022.
Arruda esteve à frente da reestruturação do Glorioso, buscando transformar o clube‑estaleiro em uma estrutura profissional alinhada ao modelo de multi‑clubes da Eagle Football. O objetivo era devolver protagonismo esportivo e financeiro ao Botafogo.
Na prática, o executivo atuou para reorganizar o passivo, estruturar áreas internas e modernizar desde o Centro de Treinamento até o estádio Nilton Santos, consolidando uma gestão mais profissional.
Motivos da saída
A saída ocorre em meio a conflito com Textor envolvendo a condução de um empréstimo via uma empresa parceira do empresário americano, especialista em recuperação de ativos. O clube enfrenta tensões internas em razão de questões financeiras.
O desligamento de Arruda chega em um momento de crise para a SAF, com o Botafogo em posição de destaque no futebol brasileiro, mas ainda sem conclusão sobre novas etapas do projeto. Arruda foi peça central na relação com Textor, segundo fontes do jornal.
Impactos para o projeto e o clube
Com a saída, a expectativa é de que Textor fortaleça sua posição nos bastidores do Botafogo, ainda sem definição pública de novos passos para o projeto. A direção seguirá com a condução de questões societárias, enquanto a diretoria manterá o foco esportivo.
Arruda descreveu, em comunicado de despedida, que o clube é maior que qualquer pessoa e que a torcida é o motor da instituição, pedindo apoio contínuo aos torcedores. O clube segue em atividade, com o desafio de manter o ritmo de conquistas.
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