Em meio aos Jogos de Inverno, a WADA alertou sobre uma prática agressiva de modificação corporal que poderia afetar o desempenho no salto de esqui. A suposta tática envolve injeções de ácido hialurônico no pênis com a finalidade de aumentar a circunferência para usar trajes maiores. A ideia seria ampliar a área de sustentação durante o voo.
A reportagem do Bild trouxe detalhes sobre como o procedimento poderia ser utilizado para influenciar medições oficiais da FIS. Roupas com maior superfície, teoricamente, poderiam gerar vantagem na sustentação durante a fase de voo. A avaliação envolve regras de fabricação de trajes baseadas nas medidas corporais.
Como funciona o procedimento
O preenchimento com ácido hialurônico é feito em consultório, não é invasivo, e o material é biocompatível. A substância é absorvida pelo organismo com o tempo, demandando reaplicação anual em muitos casos.
Dr. Ubirajara Barroso Jr. afirma que a técnica evoluiu nos últimos anos, migrando do PMMA para o ácido hialurônico, por apresentar menor resposta inflamatória e menor risco imunogênico. O especialista ressalta que a prática não é nova, apenas ganhou atenção recente.
Panorama técnico e ético
A busca por procedimentos estéticos íntimos tem crescido entre homens, segundo o urologista. Estudos sugerem que parte dos homens valoriza o tamanho do órgano como indicador de virilidade, embora haja divergência sobre a percepção feminina.
Ainda não há consenso científico sobre impactos reais no desempenho esportivo. A WADA e o COI acompanham o tema, considerando que alterações corporais que visem ganho de performance podem configurar violação ética ou técnica.
Situação regulatória
Até o momento, o ácido hialurônico não consta na lista de substâncias proibidas pela WADA. Caso haja evidências concretas de uso para manipular medidas, a entidade prometeu abrir investigações formais. O COI também manteve vigilância sobre possíveis modificações corporais com efeito competitivo.
Entre na conversa da comunidade