O axel é o salto mais conhecido da patinação artística no gelo e o mais difícil entre os seis tipos. Iniciar de frente e usar os braços como alavanca para ganhar impulso o diferencia dos demais, que começam deslizando de costas. Em 1991, Tonya Harding popularizou o axel triplo.
O que tornou o axel ainda mais famoso foi a trajetória de Yuzuru Hanyu, que tentou o axel quádruplo em Olímpíadas, abrindo caminho para a evolução. Em Pequim 2022, ele tentou o salto em competição, marcando a primeira tentativa olímpica de um axel quádruplo, ainda que sem medalha.
A história recente ficou marcada por Ilia Malinin, americano que vem disputando com foco o salto mais ambicioso. Em 2022, aos 17 anos, ele tornou-se o pioneiro a completar um axel quádruplo em competição, no CS U.S. International Classic. Desde então, passou a executar o salto com consistência.
Para 2026, a expectativa é de que Malinin apresente o primeiro axel quádruplo completo numa Olimpíada, tornando público o conjunto dos seis saltos quádruplos da patinação artística. O objetivo é consolidar o quadro histórico iniciado em 1988, com o primeiro quad toe loop.
No âmbito técnico, o axel quádruplo exige 1,5 voltas no ar, totalizando 1620º de giro para terminar com aterrissagem de costas. A dificuldade decorre de iniciar de frente e encerrar o salto de costas, exigindo precisão e controle elevado durante menos de um segundo.
Os saltos quádruplos, em geral, são mais valorizados nos julgamentos. Entre os saltos quádruplos reconhecidos, o quad toe loop foi o primeiro (1988), seguido por quad salchow (1998), quad lutz (2011), quad loop (2016) e quad flip (2016). O quad axel, com 12,50 de base, representa o ápice de exigência.
A cada salto, o valor de base varia conforme a rotação e a execução. O quad axel permanece como o de maior base entre os saltos quádruplos, refletindo seu peso estratégico em competições e na definição de pódio. A projeção para os próximos anos dependerá da manutenção da técnica de Malinin.
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