A atleta francesa Julia Simon foi condenada por uso de cartão de crédito de terceiros, mas ainda assim conquistou a medalha de ouro olímpica na prova feminina de biatlo 15 km. A informação é de apuração recente sobre o caso que envolve fraude financeira dentro da equipe nacional.
Simon, de 29 anos, recebeu uma multa de €15 mil e uma sentença suspensa de três meses em outubro do ano passado, após comprovada utilização de cartão pertencente à Justine Braisaz-Bouchet, também de 29 anos, que terminou em 80º lugar na mesma prova. A investigação apontou ainda uso de dados do fisioterapeuta da equipe entre 2021 e 2022.
Além disso, a atleta admitiu ter acessado fotos do cartão no celular, o que motivou a confissão durante audiência em Albertville. O episódio, que ocorrera em 2021, foi revelado apenas posteriormente, após Simon vencer o primeiro de seus 10 títulos mundiais.
Contexto e desdobramentos
Justine Braisaz-Bouchet denunciou ataques online após o escândalo, dizendo ter recebido mensagens abusivas desde 2023, quando a história ganhou repercussão. Lou Jeanmonnot, companheira de equipe, venceu a prata na mesma competição em que Simon disputou. Jeanmonnot também integra a seleção francesa que passa por uma revisão ética.
Simon cumpriu parcialmente a suspensão administrativa imposta pela Federação Francesa de Esqui, o que a deixou sem competir por um evento no início desta temporada, porém permitiu que disputasse os Jogos onde ajudou a França a garantir o ouro no revezamento misto 4×6 km. Durante a chegada, a atleta mantivera silêncio sobre o motivo da posição dos dedos na linha de chegada, afirmando apenas que era algo resolvido e não iria comentar.
A Confederação Francesa de Esqui manteve o histórico de sanções, destacando que a punição não anulou a participação de Simon na prova de maior expressão. O caso levanta debates sobre padrões éticos no biatlo e acompanha outras turbulências envolvendo atletas franceses, em meio a um movimento de reformas na modalidade.
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