Luiz Eduardo Baptista, presidente do Flamengo, falou sobre as Sociedades Anônimas de Futebol (SAFs) em entrevista ao portal As, da Espanha. O dirigente defende a SAF como modelo, desde que haja regulação adequada para evitar distorções no equilíbrio financeiro dos clubes.
Bap ressalta que não é contra as SAFs, mas aponta a necessidade de regras claras. Segundo ele, o princípio é simples: alguém assume dívidas de clubes com gestão falha, investe e busca manter a saúde financeira. A crítica recai sobre casos em que dinheiro entra apenas para contratações.
No contexto brasileiro, o dirigente comenta que, no caso do Botafogo, a SAF não pode servir para piorar a situação financeira. Ele cita dívidas elevadas e o uso de recursos sem sanções, defendendo punições esportivas ou financeiras para evitar prejuízos a longo prazo.
O Flamengo afirmou que não pretende tornar-se SAF, mantendo o modelo atual. Baptista compara o clube a estruturas como o Real Madrid, afirmando que não há necessidade de mudança neste momento. A fala ocorre dias após o Botafogo enfrentar entraves com a FIFA em relação a transfer ban.
Contexto adicional: o Botafogo, sob gestão de John Textor, ficou impedido de registrar novos jogadores após a FIFA aplicar o ban por não pagamento da compra do meia Thiago Almada, na época do Atlanta United. Esse episódio é citado para ilustrar os riscos apontados na discussão sobre SAFs.
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