O São Paulo analisa rescindir o contrato com a Milclean, empresa de limpeza ligada ao Tricolor, após sinais de irregularidades. A decisão ocorre em meio a denúncias de não cumprimento do contingente mínimo de funcionários previsto no acordo, conforme apuração.
O vínculo foi firmado em 2024, durante a gestão de Julio Casares. O contrato prevê 96 funcionários diários de segunda a sábado e 95 aos domingos e feriados, para manter a limpeza do clube. Em dezembro, esse quadro não foi atingido em nenhum dia.
A Milclean afirma que não recebeu notificação de rescisão e que diversos contratos estão em revisão. O São Paulo confirmou que analisa contratos em andamento e que a revisão envolve várias parcerias, com medidas para melhorar a governança.
O valor do contrato com a Milclean é de cerca de R$ 6,8 milhões por ano. A empresa diz não ter relação com a Milclean desde 2021, enfatizando que Reinaldo Carneiro Bastos não atua mais nela, e que o sócio atual é Otávio Alves Corrêa Filho.
Conforme apurações, conselheiros pressionaram pela rescisão após o Estadão divulgar o tema em janeiro. Harry Massis, que assumiu a presidência, ordenou reavaliação de contratos, chegando a paralisação de parcerias, como a com a FGOAL.
Para acompanhar a investigação, o clube contratou a consultoria FTI Consulting e o escritório Machado Meyer Advogados. O objetivo é conduzir uma apuração independente sobre supostas falhas de integridade no São Paulo.
Contexto institucional e mudanças
O São Paulo passou a revisar todos os contratos atuais, buscando maior governança. A Milclean ingressou originalmente no clube em 2024, com foco em serviços de facilities. A fabricante de soluções comentou sobre o caso e o histórico de atuação.
A Milclean diz ter participado de concorrência, defendendo que venceu com proposta técnica e financeira, e que a saída de Bastos não a envolve. A empresa alega investimentos realizados para cumprir padrões de qualidade, sem repasse financeiro ao SPFC.
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