O revezamento por equipes do luge nos Jogos Olímpicos de Inverno Milano-Cortina 2026 foi marcado por um gesto de apoio ao compatriota Vladyslav Heraskevych. Seis atletas ucranianos ajoelharam e levantaram seus capacetes antes da descida no Centro de Esportes de Trenó, em Cortina d’Ampezzo, destacando uma homenagem.
Heraskevych, de 27 anos, foi desclassificado da competição de skeleton após usar um capacete memorial com fotos de cerca de 20 esportistas ucranianos mortos desde a invasão russa, durante um treino oficial no dia 9. A equipe de revezamento terminou em sexto na prova e mostrou solidariedade publicamente.
O Comitê Olímpico Internacional justificou a desclassificação como descumprimento das Diretrizes de Expressão dos Atletas. Heraskevych chamou a decisão de traição, em resposta imediata à medida adotada pela organização.
A repercussão ganhou contornos internacionais, com o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky acusando o COI de favorecer a Rússia. Kirsty Coventry, presidente do COI, pediu à Comissão Disciplinar que reconsidere a retirada da credencial do atleta.
O COI informou que Heraskevych poderá permanecer nos Jogos e manter o acesso às instalações oficiais, mesmo com a desclassificação da prova. A decisão envolve a possibilidade de participação nas demais atividades programadas.
Entre os nomes no capacete estavam o patinador Dmytro Sharpar, falecido há dois anos, e o biatleta Yevhen Malyshev, morto em março de 2022 durante o conflito. Alguns amigos próximos de Heraskevych integravam a lista de homenageados.
Vladyslav Heraskevych participou dos treinamentos do skeleton masculino no Cortina Sliding Centre durante os Jogos, com cobertura de veículos de imprensa internacionais. A estreia do incidente ocorreu durante o treino realizado na véspera da competição.
Entre na conversa da comunidade