A China busca ampliar sua presença nos Jogos de Inverno, com foco na diplomacia esportiva e no aumento da participação nacional. A estratégia ganhou impulso após o anúncio do presidente Xi Jinping, em 2014, de envolver 300 milhões de chineses em esportes de inverno. O objetivo passou a fazer parte de políticas públicas e educação.
No ano seguinte, com a vitória na candidatura para sediar os Jogos de 2022, Pequim lançou um movimento amplo de incorporação do inverno ao cotidiano. Houve inclusão de esportes de neve no currículo escolar, investimentos bilionários em infraestrutura e autorização para atletas estrangeiros competirem sob a bandeira chinesa.
A pesquisadora Susan Brownell, da Universidade de Missouri, aponta que fins da alta performance esportiva no país também funcionam como ferramenta de diplomacia. Para a edição de 2022, no entanto, a China enfrentou boicotes diplomáticos de várias nações, motivados por questões de direitos humanos.
Histórico de participação e medalhas
Desde as primeiras participações, a China não teve medalhas nos Jogos de Inverno. Em 1992, em Albertville, conquistou as primeiras três medalhas de prata no speed skating. Em Salt Lake City, Yang Yang levou as primeiras duas medalhas de ouro do país na modalidade.
Com o passar dos anos, o país ampliou sua atuação e diversificou modalidades. Em 2010, na Vancouver, a China já apresentava maior presença. Em 2022, em Pequim, registrou seu melhor desempenho: 182 atletas, 15 medalhas e um recorde de 9 ouros. O país também se manteve entre as maiores delegações.
Desempenho recente e cenário atual
No ciclo de Milan Cortina, a China compete em recorde de 116 provas, incluindo modalidades pela primeira vez, como o ski mountaineering. A delegação chinês já conquistou medalhas em freestyle, speed skating e snowboarding, e mantém a ambição de subir no quadro de medalhas global.
A China transmite uma estratégia de longo prazo para manter o avanço, com foco em esportes de alta demanda técnica e em ampliar a presença em eventos regionais da Ásia Oriental. A meta é consolidar vantagem competitiva diante de Japão e Coreia do Sul.
Entre na conversa da comunidade