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Fluminense já tem modelo para brigar por tudo, diz análise

Fluminense adota 4-4-2 compacto, pressiona alto e transforma defesa em ataque, com JK e Lucho Acosta conduzindo a rotação e mantendo posse.

Zubeldía, técnico do Fluminense, no Maracanã (Foto: Marcelo Gonçalves/ Fluminense FC)
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O Fluminense, comandado pelo técnico Zubeldía, vem apresentando um modelo de jogo que alia consistência defensiva a variações ofensivas, mantendo a identidade desde o início de 2026. Em seis rodadas no Carioca, o time soma 83% de aproveitamento, com 77% no Brasileirão, incluindo vitórias sobre Flamengo e Botafogo.

A evolução mais marcante está na transição defesa-ataque. O Flu passou a atuar em um 4-4-2 tradicional, com linha compacta e pressão alta mais estável. Lucho Acosta e John Kennedy assumem a ideia de que o ataque começa com a marcação, dando início ao aperto à saída adversária.

A pressão ganha eficácia pela sincronização entre linhas. Quando a dupla de ataque atua junto, a segunda linha encurta o tempo de recuperação e o time volta a recuperar a posse com mais facilidade. Mesmo em situações onde não recupera, o Flu força o chutão e retoma o domínio do jogo.

No controle da bola, o Flu alterna caminhos sem perder a identidade. Otávio busca passes profundos, Ganso atua como responsável pela pausa e Arana avança pela faixa de ponta. A ideia é manter opções de construção antiga e jogadas verticais para explorar espaços.

No terço final, o treinador testa variações que indicam planejamento para a temporada. Lucho Acosta aparece como falso 9 em alguns momentos, buscando superioridade entrelinhas e descompressão para os atacantes. Matheus Reis entra em campo com o mesmo objetivo de manter a versatilidade ofensiva.

A Taça Guanabara funcionou como termômetro de elenco. Jemmes e Arana mostraram evolução, enquanto saídas por empréstimo (Lelê, Keno, Everaldo, Lima) sinalizam ajuste de grupo para as necessidades táticas. Em meio a ajustes, Cano permanece fora, com JK ocupando a posição de referência.

A composição do ataque indica maior mobilidade e pressão. A presença de JK no centroavantado, diante da recuperação de Cano, aponta para um modelo com mais rotação e disputa pela bola, priorizando a agressividade na saída adversária e no posicionamento ofensivo.

Gustavo Fogaça assina a coluna Pitaco do Guffo no Lance!, com publicações às segundas e quintas. As análises destacam a construção do time, contratações e as mudanças estratégicas que moldam o Flu para a temporada, refletindo o olhar do jornalista sobre o clube.

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