O Rio Open, torneio de tênis disputado no Jockey Club Brasileiro, ocorrerá entre 14 e 22 de fevereiro. Em pleno verão do Rio de Janeiro, o evento precisa conviver com chuvas frequentes que podem alterar o calendário e exigir ajustes logísticos.
Durante a montagem das estruturas, uma chuva atrapalhou o trabalho no dia da visita da reportagem, prejudicando não apenas o saibro, mas também atividades em andaimes e em alturas elevadas. A organização costuma adiantar etapas para manter o cronograma, mesmo diante de precipitações.
Tomaz Costa, responsável pela parte esportiva, explica que o planejamento prevê flexibilidade para remanejar etapas. O objetivo é testar a resposta das quadras diante de cada pancada de chuva e verificar o funcionamento da drenagem, buscando minimizar impactos.
Drenagem, planos de contingência e Lagoa
Entre dezembro e março, o calor e a umidade favorecem pancadas rápidas e volumosas, comuns no clima tropical. O período costuma exigir preparação especial, e fevereiro figura entre os piores momentos de precipitação anual.
A proximidade com a Lagoa Rodrigo de Freitas impõe soluções de escoamento cada vez mais eficientes. O torneio desenvolveu um sistema de drenagem com testes contínuos ao longo dos anos, elogiado pela ATP pela qualidade das quadras em dias de chuva.
Para situações extremas, o Rio Open instalou bombas de alta capacidade para controlar o acúmulo de água na quadra central. O clube já mapeou planos A, B e C, com base no volume de chuva e na resposta do sistema de drenagem, para redirecionar a água conforme necessário.
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