O Brasil reuniu sua delegação para os Jogos de Inverno Milão-Cortina, com Edson Bindilatti à frente como líder técnico. O ex-atleta de decatlo integra a comissão que banca a transição de talentos do atletismo para o bobsled, buscando acelerar o desempenho na pista de gelo.
A estratégia aproveita a relação entre velocidade, explosão e força. No bobsled, a largada ou “push” acontece por cerca de 50 metros, decidindo o ritmo da prova. Assim, velocistas e atletas de potência encontram terreno fértil para contribuir com o trenó.
A seleção brasileira, que já segue esse modelo, contou com Bindilatti como observador de talentos. Ele participa de competições de atletismo, como o Troféu Brasil, para avaliar biotipo, velocidade e potência dos atletas. A ideia é ampliar o grupo apto a competir no bobsled.
Trajetória olímpica
Claudinei Quirino é um dos nomes que ajudaram a estabelecer a ponte entre atletismo e bobsled no Brasil. Medalhista de prata no relevo 4x100m em Sydney, ele integrou a equipe que disputou Turim 2006 ao lado de Bindilatti, Raschini e Silva. Na ocasião, o time ficou conhecido como Bananas Congeladas e foi eliminado após perder o controle do trenó.
O registro histórico mostra que Turim marcou a segunda participação brasileira em Jogos Olímpicos de Inverno. Em Milão-Cortina, o Brasil volta a estar presente pela sexta vez, mantendo o incentivo à transição entre esportes com maior explosão física e o desempenho em pista de gelo.
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