O ouro de Lucas Pinheiro Braathen no slalom gigante, conquistado neste sábado, marcou um feito histórico para o Brasil. O atleta, que compete pela seleção brasileira, havia disputado a Olimpíada de Pequim 2022 pela Noruega.
Braathen, 25 anos, nasceu na Noruega e mantém fortes laços com o país de origem. A mudança de bandeira ocorreu após desentendimentos com a federação norueguesa, levando-o a representar o Brasil nas provas de inverno.
Na Noruega, a notícia gerou reações distintas. Parte do público recebeu a vitória com admiração, mas houve frustração entre quem prefere ver o título ganho por atletas da casa. Comentários na imprensa destacaram o dual papel do campeão.
Repercussão na imprensa Norueguesa
O portal VG enfatizou o posicionamento do atleta, que afirmou ter objetivos que vão além de medalhas, buscando inspirar jovens que se sentem diferentes. Também destacou a importância de manter o alto nível competitivo.
Colunistas locais apontaram a dualidade do atleta, visto como figura midiática e competidor de elite ao mesmo tempo. A avaliação mostrou que Braathen pode usar o esporte como palco, priorizando a vitória acima de tudo.
Repercussão nas redes sociais
Nas redes, muitos noruegueses reforçaram que Braathen continua sendo, por ora, cidadão norueguês, independentemente da medalha para o Brasil. Comentários questionaram a mudança de bandeira e a relação com o modelo esportivo da Noruega.
A narrativa de parte do público é de que o apoio ao atleta nesse contexto envolve reconhecer conquistas, mas também manter o debate sobre a identidade esportiva e a fidelidade às federações.
Entre na conversa da comunidade