Coco Gauff, atual número 5 do mundo no ranking de simples, afirmou estar incomodada com os episódios recentes nos Estados Unidos e disse não temer falar sobre questões do país. Enquanto recebe tratamento e se prepara para o Dubai Duty Free Tennis Championships, a jogadora acompanha as notícias sobre imigração e violência policial.
Aos 21 anos, Gauff disse que gosta de se manter informada, apesar de viajar quase o ano inteiro. Ela comentou que acordar com notícias tensas é difícil, citando episódios envolvendo agentes federais em Minnesota e a morte de manifestantes. A atleta ressaltou que não apoia posições que resultem em danos a pessoas inocentes.
Ela reforçou o orgulho pela cidadania norte-americana, ao mesmo tempo em que defendeu que cidadãos não devem representar integralmente os valores do governo vigente. Segundo Gauff, há pessoas que compartilham de suas ideias sobre diversidade e igualdade, e ela espera avanços nesses valores no futuro.
A ativista no DNA familiar. A avó materna, Yvonne Lee Odom, participou de ações que desagregaram escolas públicas na década de 1960 em Delray Beach. A jogadora costuma relacionar atuação social a seu cotidiano, apontando que não teme falar quando questionada pela imprensa.
Gauff já havia se posicionando publicamente em outras ocasiões. Ainda jovem, participou de um ato do movimento Black Lives Matter e proferiu discurso que incentivou participação cívica e mobilização por justiça social. Ela afirma que não se omite diante de perguntas relevantes.
A tenista terá início no torneio de Dubai contra Jelena Ostapenko ou Anna Kalinskaya, na terça-feira. O anúncio destaca que a atleta mantém participação ativa em debates sociais, sem abrir mão de seu compromisso esportivo.
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