A Agência de Cobrança e Controle Alfandegário (ARCA) da Argentina convocou autoridades da Associação do Futebol Argentino (AFA) para um interrogatório por suspeita de sonegação fiscal. A ação envolve impostos não pagos entre março de 2024 e setembro de 2025.
O presidente da AFA, Claudio Tapia, não poderá deixar o país até prestar esclarecimentos. Também estão impedidos de viajar o tesoureiro Pablo Toviggino, o secretário-geral Cristian Malaspina, o diretor-geral Gustavo Lorenzo e o ex-secretário-geral Víctor Blanco Rodríguez, além da própria entidade AFA.
Segundo a denúncia, 69 casos somam aproximadamente 19 milhões de dólares (cerca de 10 milhões de reais). A acusação aponta retenção de impostos e contribuições para a previdência social sem depositar no prazo legal. Os fatos estão enquadrados nos artigos 4 e 7 do Regime Tributário Penal.
A ARCA afirmou haver grau suficiente de suspeita para prosseguir com a intimação, permitindo que os investigados conheçam as provas e apresentem defesa. O interrogatório está marcado para ocorrer em data ainda a ser confirmada, com foco na apuração de eventuais irregularidades fiscais da gestão da AFA.
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