O Santos, em 1962, tornou-se o primeiro clube brasileiro a vencer a Copa Libertadores, abrindo uma era de domínio continental. A campanha foi marcada por gols e consistência, consolidando a equipe na história do futebol sul-americano.
Na fase de grupos, o Santos marcou 20 gols e somou 6 vitórias, 2 empates e 1 derrota, com saldo de +14. A equipe avançou como líder do grupo, rumo às fases seguintes, mantendo o ritmo atacante que viria a caracterizar o time.
A decisão ocorreu contra o Peñarol, bicampeão, em três jogos sob o regulamento da época. O primeiro confronto, 2 a 1 para o Santos, no Centenário, em Montevidéu, pressionou os uruguaios.
Campanha e finais
Na volta, a Vila Belmiro recebeu o segundo duelo, com vitória do Peñarol por 3 a 2, que levou à necessidade de um terceiro jogo. O playoff foi realizado em Buenos Aires, no Estádio Monumental de Núñez, em 30 de agosto de 1962.
O Santos venceu por 3 a 0, com dois gols de Pelé. Um gol contra da defesa uruguaia encerrou a série e confirmou o título. Em todo o torneio, o time somou 9 partidas, 6 vitórias, 2 empates e 1 derrota, com 29 gols marcados e 11 sofridos.
Legado e contexto
Coutinho destacou-se entre os artilheiros com 6 gols, ao lado de Spencer (Peñarol) e Raymondi (Emelec). A campanha catapultou Pelé e o elenco ao reconhecimento global e abriu caminho para o bicampeonato em 1963 contra o Boca Juniors.
A conquista de 1962 marcou a entrada definitiva de clubes brasileiros no topo da Libertadores e abriu espaço para a construção de uma era de ouro do Santos, que se confirmou ao vencer o Mundial Interclubes no fim do ano, diante do Benfica.
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