Olimpíadas terminaram com dois continentes em choque: Canadá e EUA fizeram duas finais distintas decididas na prorrogação em formato três contra três. Foi um salto abrupto da emoção para uma decisão rápida.
Na final feminina, a vitória dos EUA veio com gol de Megan Keller na prorrogação, garantindo o ouro em Milão. No domingo, os homens repetiram o drama, com os EUA vencendo por 2 a 1 após o tempo extra, também em Milão.
Para o Canadá, a derrota foi marcada por uma chance fácil desperdiçada no tempo regular, quando Nathan MacKinnon ficou perto do gol aberto. Em ambos os casos, as equipes mostraram domínio no jogo regular, mas o desfecho ficou dependente do overtime.
O formato de 3×3 nas prorrogações gerou críticas sobre o espetáculo. O técnico do Canadá, Jon Cooper, afirmou que o sistema altera o ritmo do hóquei, mantendo o jogo sob o viés televisivo. O debate ganhou força entre fãs e comentaristas.
A discussão rapidamente ganhou contornos técnicos: defesa excessiva vs. ofensiva acelerada, e a possibilidade de manter o tempo em cinco contra cinco antes de recorrer ao confronto rápido de 3×3. A regra atual é amplamente contestada.
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