Após a saída da 777 Partners do comando da Vasco SAF, em maio de 2024, a diretoria associativa assumiu o futebol e iniciou a busca por um novo investidor. As negociações ganharam impulso nos últimos meses, com Marcos Faria Lamacchia aparecendo como o nome mais avançado.
Segundo o presidente do Vasco, Pedrinho, em entrevista à ESPN Brasil em janeiro, um dos investidores com NDA assinado está muito à frente dos demais, justamente Lamacchia. Não houve confirmação de outros candidatos que chegassem tão perto do acordo.
Marcos Lamacchia tem 47 anos, é sócio-fundador e CEO da Blue Star, empresa de consultoria financeira. Ele é filho de José Roberto Lamacchia e enteado de Leila Pereira, presidenta da Sociedade Esportiva Palmeiras. Pelo lado materno, é neto de Aloysio de Andrade Faria, empresário falecido em 2020.
Desafios para o controle da SAF
Para assumir a maior parte da Vasco SAF, Lamacchia precisará negociar com duas frentes: a A-CAP, credora da 777, com 31% das ações, e o Vasco associativo, com 30%. Os 39% restantes estão em disputa em processo de arbitragem entre Vasco e A-CAP.
A A-CAP tornou-se acionista ao quitar dívidas da 777, recebendo as ações. A legislação norte-americana, porém, impede que a seguradora atue como administradora de clube de futebol, o que pode obrigar a desinvestir. A avaliação interna indica que a fatia de 31% tende a ser menos complexa.
Cautela na condução do processo
A diretoria vascaína mantém cautela para evitar repetir erros da parceria anterior. A crise com a 777 gerou passivos, insegurança jurídica e impactos esportivos. O objetivo é assegurar capacidade de investimento, equilíbrio financeiro e governança estável para recolocar o clube em trajetória sustentável.
Entre na conversa da comunidade