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F1: como funcionará o monitoramento de pista com IA em 2026

ECAT monitora todas as curvas em tempo real, elevando transparência e reduzindo a intervenção humana na fiscalização de limites da F1 em 2026

Charles Leclerc, acelera no primeiro dia dos testes de pré-temporada da Fórmula 1 no Circuito Internacional do Bahrein, em Sakhir, em 18 de fevereiro de 2026 (Foto: Giuseppe Cacace/AFP)
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A FIA começa a temporada 2026 da Fórmula 1 com uma mudança tecnológica decisiva: entra em vigor o sistema ECAT, que monitora cada curva de todos os circuitos em tempo real. Desenvolvido com a Catapult, o sistema promete rastrear todos os veículos, reduzindo controvérsias sobre limites de pista desde 2023.

O ECAT opera dentro da plataforma RaceWatch, usada pela direção de prova e pelo centro de operações remotas. Por meio de visão computacional avançada, o sistema identifica o contorno dos carros e compara com referências pré-estabelecidas, marcando o exato momento em que uma linha é ultrapassada.

Essa tecnologia surgiu como resposta direta a uma wave de incidentes, especialmente durante o GP da Áustria de 2023, quando se registraram mais de mil casos de limites de pista em uma única corrida. Com o ECAT, a fiscalização torna-se mais rápida e precisa.

A ferramenta já demonstrou eficiência relevante: a taxa de intervenções humanas para confirmar infrações caiu cerca de 95% em testes realizados. Em 2026, a FIA amplia o acesso a dados para as equipes, fortalecendo a transparência do processo de fiscalização.

Avanços em 2026

A temporada mostrará duas inovações centrais. Em primeiro lugar, a FIA enviará imagens dos limites ultrapassados diretamente às equipes, facilitando o acompanhamento sem solicitações adicionais. Em segundo, haverá um controlador de câmera centralizado que distribui os cálculos pela rede e permite rodar o software em diferentes máquinas.

Essa arquitetura centralizada amplia a capacidade de processamento de dados, garantindo cobertura contínua das pistas. O objetivo é evoluir de um processo essencialmente manual para um sistema semiautomático, mantendo a intervenção humana apenas para casos inequívocos.

O que muda na prática

O ECAT cria um “gêmeo digital” da pista ao cruzar dados de posicionamento com tempos de volta e trajetórias ideais. O sistema sinaliza automaticamente desvios relevantes e zones virtuais definidas na geometria da pista, ampliando a vigilância além das câmeras tradicionais.

Câmeras passam a servir como parte de um ecossistema de monitoramento, com alertas gerados a partir de dados de posicionamento. O monitoramento de limites passa a operar 24 horas por dia, dentro de uma estrutura integrada à corrida e ao regulamento.

Fernanda Alonso e outros pilotos não se destacam apenas pelas performances. Com o ECAT, o foco é a precisão de dados para decisões rápidas, reduzindo debates sobre o que caracteriza ultrapassagem de limites em cada curva.

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