O Ministério Público pediu que o ex-presidente do Corinthians Andrés Sanchez use tornozeleira eletrônica como nova medida cautelar. A solicitação foi feita após ele descumprir restrições impostas pela Justiça, que o proibiram de manter contato com dirigentes do clube. O caso envolve apuração sobre uso de cartões corporativos do clube entre 2018 e 2021. A denúncia já havia apontado desvio de recursos, com cerca de 480 mil em gastos pessoais.
Segundo o MP, houve descumprimento de medidas cautelares quando um pedido de contato ocorreu entre Sanchez e dirigentes do Corinthians. Antônio Jorge Rachid, secretário-geral do clube, informou ter recebido uma ligação telefônica do ex-presidente, o que motivou o novo requerimento à Justiça. O material foi encaminhado para avaliação judicial.
A investigação do Ministério Público apura uso de cartão corporativo do clube para fins pessoais, entre 2018 e 2021, totalizando aproximadamente R$ 480 mil. Sanchez é acusado de apropriação indébita, lavagem de dinheiro e falsidade de documento tributário, enquanto Roberto Gavioli responde a acusações semelhantes.
Decisão da Justiça
Em dezembro de 2025, a Justiça rejeitou parcialmente a denúncia contra Sanchez e Gavioli, conforme decisão da 2ª Vara de Crimes Tributários, Organização Criminosa e Lavagem de Bens da Capital. A magistrada Marcia Mayumi Okoda Oshiro afastou acusações de lavagem de dinheiro e de crimes tributários.
A defesa de Sanchez não respondeu ao Lance! até o fechamento desta matéria. O MP continua acompanhando o andamento processual e poderá apresentar novos pedidos, conforme apuração dos fatos. Não houve confirmação de aplicação de tornozeleira neste momento.
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