Daiane Muniz, árbitra brasileira responsável pelo VAR, anulou um gol do Sporting Cristal por toque de mão no início da jogada durante partida da Libertadores entre Carabobo e Sporting Cristal, realizada nesta quarta-feira (4). A decisão foi tomada no primeiro tempo, aos 25 minutos, após orientação ao árbitro de campo, Ramón Abatti Abel.
A anulação ocorreu em jogada envolvendo o atacante Vizeu, que recebeu passe próximo ao gol após o toque de mão de Cristiano da Silva na origem da jogada. A cremação da decisão gerou controvérsia entre especialistas e ex-árbitras.
Ex-árbitra Ana Paula Oliveira discordou da decisão de anular o gol, argumentando que o toque na mão foi acidental, ocorrido num movimento natural do braço junto ao corpo. Segundo a analista, a bola tocou no braço de forma incidental e o jogador prosseguiu na jogada, resultando em cruzamento que terminou em gol.
O caso volta a provocar debate após críticas anteriores envolvendo Daiane Muniz, em disputa no Paulistão. Em semifinal entre São Paulo e Palmeiras, a equipe do São Paulo questionou a não marcação de pênalti a seu favor, provocando repercussão sobre a atuação da arbitragem.
No mesmo período, o zagueiro Gustavo Maia, do Bragantino, foi alvo de acusações de machismo durante as quartas de final do Paulistão, após reclamação de pênalti no último lance do confronto. O atleta recebeu suspensão de 12 jogos pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) e multa de 30 mil reais.
A Polêmica no Choque-Rei envolvendo lances de mão volta a colocar o tema da influência da arbitragem feminina na pauta de discussões do futebol brasileiro. A narrativa recente se soma a críticas já feitas a Daiane Muniz por decisões em jogos de alto rendimento e pela presença de arbitragem feminina em partidas decisivas.
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