Após bate-boca entre dirigentes, o Corinthians cancelou a votação sobre a reforma do estatuto marcada para esta segunda-feira, no Parque São Jorge. A decisão ocorreu minutos após o confronto entre Osmar Stabile, presidente da Diretoria, e Romeu Tuma Júnior, presidente do Conselho Deliberativo. A votação foi anulada e as propostas seguirão para a Assembleia Geral dos Sócios, em data ainda a ser definida.
Romeu Tuma justificou a medida com base no estatuto atual, especialmente no artigo 45, II, A. Ele sustenta que esse dispositivo permite levar alterações diretamente à Assembleia, sem necessidade de votação prévia no Conselho. A leitura legal foi contestada por outros conselheiros, que defendiam votações parciais.
O Cori, grupo de orientação do clube, vinha recomendando discutir apenas alguns temas na sessão de hoje, como o direito de voto do Fiel Torcedor, participação feminina, sistema de eleição de conselheiros e tempo de contribuição para votar. A prefeitura de decisões passou para votação única, segundo Romeu, para poupar debates já realizados em audiências públicas.
O confronto entre Osmar Stabile e Romeu Tuma Jr. ganhou contorno de acusações e de que haveria uma tentativa de impedir a votação. Stabile disse ter havido interferência na gestão e mencionou supostas pressões, enquanto Romeu negou qualquer ameaça e alegou que houve vazamento de informações para a imprensa.
Cerca de 180 conselheiros estavam presentes no Parque São Jorge no momento do episódio. Um dos temas centrais envolve a gestão do clube e alegações de interferência externa nas decisões administrativas, com relatos de divergências sobre como conduzir as mudanças estatutárias.
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