O GP da Austrália de Fórmula 1 foi vencido por George Russell, da Mercedes, em Melbourne. A FIA confirmou que a largada de Russell não constituiu infração, mesmo com um leve movimento no carro antes do apagar das luzes. A análise das imagens on-board apontou que o carro ficou imóvel no instante de início da corrida.
Apesar da conclusão sobre Russell, a abertura da temporada mostrou problemas em outros pilotos relacionados à gestão de energia. Carros com baterias baixas chegaram ao grid, prejudicando a aceleração na largada e aumentando as dificuldades em atingir a velocidade de referência sem o auxílio elétrico.
Gestão de energia e largadas lentas
Os novos regulamentos de 2026 restringem o uso de energia na volta de formação, o que impactou especialmente equipes com turbos mais potentes. A restrição deixou alguns carros com a rotação ideal mais tarde e criou arranques mais lentos.
Franco Colapinto, estreante, quase colidiu com Liam Lawson devido à energia insuficiente. A falta de potência também impediu Kimi Antonelli de aquecer os pneus, gerando derrapagens na primeira volta. A Mercedes reconheceu falha na gestão de energia pela equipe.
Penalidades e desfechos
Colapinto recebeu uma penalidade de stop-and-go após uma intervenção de um membro da equipe no carro após o sinal de 15 segundos no grid. Já Nico Hulkenberg, da Audi, não participou da largada ao ser empurrado para o pit lane, evitando infração.
Regulamento e análise técnica indicaram que o movimento de Russell não violou o Artigo B5.11.1, que estabelece que o carro deve permanecer imóvel até o fim do acionamento das luzes vermelhas. As evidências mostraram a perfeita imobilidade do veículo de Russell no momento crítico.
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