A BYD avalia entrar no circuito automobilístico para ampliar seu alcance global, estudando opções que vão desde a Fórmula 1 até corridas de endurance. A ideia é impulsionar a visibilidade da marca fora da China.
Pessoas familiarizadas com o tema disseram à Bloomberg News que a BYD avalia uma participação direta, seja com a criação de uma equipe própria ou por meio de aquisições. As opções abrangem o Campeonato Mundial de Endurance, incluindo Le Mans.
Ainda segundo as fontes, os custos de entrada na F1 são significativos, com estimativas de até US$ 500 milhões por temporada. Nenhuma decisão foi tomada, e a BYD não se pronunciou oficialmente.
Cenário e impactos
A entrada da BYD na F1 representaria uma aposta relevante de uma fabricante chinesa em um esporte historicamente dominado por europeus e americanos. Outras montadoras chinesas já atuam de forma indireta ou em outras categorias.
A BYD cresce fora do mercado interno e busca consolidar o lançamento da linha Yangwang, com o veículo U9 Xtreme, que atingiu velocidade superior a 495 km/h em pista na Alemanha. A marca já superou a Tesla em vendas globais de EVs.
A popularidade da F1 na China tem aumentado, com retorno do grid a Xangai em 2024. Zhou Guanyu, piloto chinês, disputou a prova desde 2022. A próxima etapa da temporada ocorre em Xangai neste fim de semana.
No exterior, a FIA indicou apoio a uma entrada chinesa, posição que também é discutida após a chegada de Cadillac à Fórmula 1. A indústria automotiva global acompanha o movimento com atenção aos impactos econômicos.
A corrida pela presença na F1 segue cercada de debates sobre participação de novas equipes, avaliações de prêmio em dinheiro e impactos para equipes existentes, em especial diante da nova temporada.
A F1 tem adotado mudanças ecológicas, com regras híbridas mais fortes para 2026. O Endurance também utiliza propulsores híbridos, reforçando o eixo tecnológico do esporte.
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