O Grande Prêmio da Austrália de Fórmula 1 teve 120 ultrapassagens em 58 voltas, na estreia da temporada 2026. A corrida, disputada em Melbourne, chamou a atenção pela mudança de regulamento que entra em vigor em 2026, alterando a distribuição de potência entre motor a combustão e elétrico. A ideia era aumentar a ação na pista, mas gerou críticas entre pilotos.
Verstappen, líder da Red Bull, e Pérez, da Cadillac, contestaram os efeitos do novo conjunto de regras. Em mensagens indiretas, eles apontaram que as ultrapassagens ficaram mais dependentes de energia na reta, com troca de posições repetida conforme o nível de carga da bateria. A situação gerou tom irônico por parte dos pilotos.
A Ucrônia, com foco inicial na ação, também ganhou destaque pela nova aposta de velocidade e gestão de energia. A explicação técnica é que, sob o novo regulamento, metade da potência vem do motor elétrico, o que muda a dinâmica de ataque e defesa em cada passagem pela reta. Em Melbourne, esse efeito ficou evidente ao longo da prova.
Contexto técnico e crítica dos pilotos
Os pilotos apontam que as disputas se tornaram mais artificiais, com ultrapassagens ocorrendo mais por energia disponível do que por duelo direto. A mudança esperada para 2026 visa reduzir o peso da estratégia tradicional, parte do debate começou ainda na Austrália.
Audiência e transmissão
A abertura da temporada na Globo marcou recordes de audiência para o esporte na TV aberta brasileira. A corrida registrou a maior audiência de um GP da Austrália em 15 anos e superou índices de eventos anteriores da F1 na emissora. No Rio de Janeiro, a audiência também alcançou patamares recordes para o automobilismo na praça.
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