Federico Coria, argentino de 34 anos, ainda em recuperação de lesão no cotovelo, participou do ATP 250 de Santiago e, em conversa com a Clay, exaltou a figura de Novak Djokovic. O piloto do relato foi o reconhecimento pela defesa dos direitos dos colegas de profissão.
Coria afirmou que, entre jogadores, Djokovic é visto como referência pela luta pelos direitos dos tenistas e por ampliar oportunidades para a categoria. O argentino falou sobre a atuação do sérvio na Associação de Tenistas Profissionais (PTPA) e sobre a sua saída do sindicato que Djokovic criou.
O técnico sul-americano comentou ainda sobre a relação com Djokovic, destacando mensagens enviadas pelo grupo da PTPA para marcar reuniões e fomentar interesse pela causa, mesmo em meio à agenda de alto nível do sérvio.
Mudanças nos torneios sul-americanos
Coria defendeu a importância da América do Sul para o tênis, ressaltando a visão de longo prazo e a relevância da região para o circuito mundial, além de evitar concentração excessiva de mudanças de piso ou datas.
O argentino sugeriu ajustes no calendário para evitar muita competição entre regiões. Caso ocorram mudanças para quadras duras, ele sugeriu reposicionar torneios europeus e norte-americanos para outubro, mantendo a temporada sul-americana.
Coria comentou também sobre a fala de Stefanos Tsitsipas, que afirmou não ter jogado na América do Sul por questões financeiras. O argentino ressaltou que o ganho não é apenas financeiro, citando a valorização do carinho do público local e a oportunidade de vivenciar uma experiência diferente.
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