A Justiça rejeitou, nesta terça-feira, a acusação de lavagem de dinheiro contra o ex-presidente do Corinthians, Andrés Sanchez. A decisão foi proferida pela juíza Márcia Mayumi Okoda Oshida, da 2ª Vara de Crimes Tributários, Organização Criminosa e Lavagem de Bens e Valores de São Paulo. A magistrada entendeu que não há indícios suficientes de ocultação da origem dos recursos para reinseri-los no sistema financeiro.
A juíza também destacou que, no que tange a possível prática de crime tributário, decisões sobre irregularidades devem seguir entendimento do Supremo Tribunal Federal, cabendo à Justiça após o fim do processo administrativo fiscal. A decisão acompanha o pedido de rejeição apresentado pelo Ministério Público.
A notificação judicial inclui Roberto Gavioli, que atuava como diretor financeiro do clube no período da denúncia. O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) abriu a investigação em agosto, apurando irregularidades nas gestões do Corinthians desde 2018.
Entre os investigados estão ex-presidentes do clube: Andrés Sanchez (2018–2020), Duilio Monteiro Alves (2021–2023) e Augusto Melo (2024–2025). Eles são alvo de apurações relacionadas ao uso do cartão corporativo do clube.
No mês passado, Sanchez reconheceu ter utilizado indevidamente o cartão durante uma viagem de Réveillon ao Rio Grande do Norte, devolvendo R$ 15 mil aos cofres do Corinthians. Os autos apontam ainda gastos em joalheria e em um restaurante em Fernando de Noronha.
O MP chegou a solicitar o afastamento dos ex-dirigentes de cargos no clube até o fim das investigações. O Conselho de Orientação do Corinthians (Cori) recomendou a abertura de um processo interno contra Sanchez.
Contexto da investigação
O inquérito do MP-SP investiga gestões desde 2018 para apurar possíveis irregularidades no uso de recursos do clube. A Justiça tem reafirmado a necessidade de provas consistentes para seguir com denúncias de crimes tributários ou de lavagem de dinheiro.
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