Brasil amplia presença paralímpica na neve e marca história em Milão-Cortina 2026. A edição marcou a maior delegação brasileira já enviada a um Paralímpico de Inverno, com oito atletas, e a primeira medalha em neve para o país.
O destaque foi Cristian Ribera, de 23 anos, que conquistou a prata no esqui cross-country. Aos dois Jogos anteriores, ele já era considerado veterano, treinando em Jundiaí, e é atual campeão mundial da modalidade. Ribera também terminou entre os melhores em outras provas.
A delegação brasileira em Milão-Cortina 2026 teve a maior participação feminina até então, incluindo Aline Rocha, Elena Sena e Vitória Machado. Rocha chegou ao top-5 em sprint, 10 km e 20 km, repetindo desempenho superior no que foi sua melhor participação. Sena disputou cross-country e biatlo.
Participação feminina cresce
Vitória Machado, aos 21 anos, tornou-se a primeira brasileira a competir no snowboard paralímpico. Aos 20, Sena figura entre as jovens promissoras. Aline Rocha já havia sido a única mulher brasileira nas edições anteriores, até a melhoria do quadro atual.
Além do pódio de Ribera, a equipe somou bons resultados em provas de revezamento. Wellington Silva integrou o conjunto que ficou em sétimo no revezamento masculino. A combinação de experiência e juventude indica potencial de continuidade no ciclo olímpico.
Panorama e perspectivas
Desde a estreia em Sochi 2014, o Brasil disputou quatro edições de Paralimpíadas de Inverno sem pódio até o momento. A prata de Ribera marca a primeira medalha brasileira no inverno, abrindo espaço para novas apostas e desenvolvimento técnico.
Com a maior delegação já presente, o país pretende manter o crescimento, ampliar a participação feminina e consolidar o aproveitamento de atletas em esportes de neve. O comitê brasileiro segue acompanhando o avanço nos próximos ciclos.
Entre na conversa da comunidade