A Espanha vive um momento de preocupação no tênis. Pela primeira vez em 38 anos, o país tem apenas quatro atletas entre os 100 melhores do ranking da ATP, após a queda de Carlos Taberner, que caiu do 100º para o 104º. A mudança reduz o contingente espanhol no top 100 e acende o debate sobre renovação.
Entre os quatro espanhóis no top 100, Carlos Alcaraz lidera o ranking e permanece invicto na liderança até o Masters 1000 de Miami, que começa nesta semana. Ao lado dele aparecem Alejandro Davidovich-Fokina, em 17º; Jaume Munar, em 35º; e Roberto Bautista, em 88º, formando uma combinação de juventude e experiência.
Em comparação histórica, em 3 de outubro de 1988 a Espanha já tinha quatro atletas entre os 100 melhores: Emilio Sánchez Vicario (22º), Jordi Arrese (36º), Sergio Casal (58º) e Fernando Luna (64º). Na semana seguinte, Javier Sánchez Vicario subiu para o 95º lugar, mantendo o padrão desde então.
Panorama e futuro
A principal esperança de repor rapidamente o grupo está em Rafael Jodar, atualmente 109º na ATP, que disputará o qualificatório de Miami. O jovem de 19 anos estreia diante do indiano Manas Dhamne e pode encarar a nova geração na segunda rodada, caso vença.
Jodar pode cruzar com o goiano Guto Miguel em caso de vitória na primeira rodada. O brasileiro encara o ex-top 50 Benjamin Bonzi na abertura. O torneio de Miami, portanto, funciona como vitrine para jovens talentos.
Contexto internacional
Os Estados Unidos têm 17 representantes entre os 100 primeiros, com Taylor Fritz no top 10 em sétimo lugar e Ben Shelton logo abaixo. A França soma 10 atletas, enquanto a Argentina registra oito. A Itália aparece com sete, mas quatro entre os 20 melhores, com destaque para Jannik Sinner, campeão de Indian Wells, e Lorenzo Musetti.
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