O Tottenham vive crise na Premier League em 2026, sem vencer há seis jogos na temporada, marca histórica de derrotas e risco real de rebaixamento. O time londrino soma a instabilidade de treinadores e falhas individuais, além de desgaste fora de campo, num cenário de crise persistente.
A análise aponta a combinação de gestão financeira agressiva e falta de ambição esportiva como fatores centrais. O grupo de investimento ENIC controla o clube desde 2000; o Lewis Family Trust assumiu a gestão em 2022. O estádio, inaugurado em 2019, é referência de infraestrutura, mas o debate sobre investimento em peças para o elenco persiste.
A diretoria manteve foco no lucro, segundo a avaliação de Tim Vickery, correspondente da BBC, que acompanha o Tottenham. Daniel Levy deixou o cargo de presidente em setembro do ano passado, mas a mudança não gerou impacto perceptível na postura esportiva do clube.
Além disso, o Tottenham nunca foi campeão de Liga ou Premier League neste século, vencendo apenas a Copa da Liga em 2007/08 e a Liga Europa em 2024/25. O clube é visto como parte do Big Six, porém com menor investimento salarial em comparação aos rivais.
Recentes mudanças de comando e ausências incisivas de atletas-chave agravam o desempenho. Lesões de James Maddison e a ausência de Kulusevski desde 2025 reduzem o alcance ofensivo do elenco. O técnico interino Igor Tudor herdou um time com histórico de turbulência.
No momento atual, o Tottenham ocupa a 16ª posição, a apenas um ponto da zona de rebaixamento. O West Ham, 18º, tem 29 pontos, assim como Nottingham Forest, 17º, que encara os Spurs na próxima rodada.
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