O nadador australiano McEvoy quebrou o recorde mundial dos 50 m livre, encerrando uma marca criada por Cesar Cielo há 16 anos. A prova ocorreu em cenário internacional, com McEvoy alcançando o tempo que o tornou o mais rápido da história. A vitória ocorreu em meio à atual dominância de velocidade do atleta.
O feito transforma McEvoy no recordista mundial da prova e retira do Brasil a posição de detentor de marcas vigentes. O resultado confirma a ascensão do nadador, que já havia conquistado ouro olímpico em Paris 2024 e dois títulos mundiais consecutivos (2023, 2025).
Cielo manteve por 13 anos a melhor marca dos 100 m livre, até ser superado por Davi Popovici em 2022, contribuindo para o fechamento de um ciclo na natação brasileira. Atualmente, o Brasil não possui recordes mundiais vigentes em piscina longa ou curta.
A era dos “supermaiôs” e o contexto técnico
O recorde de Cielo ficou associado ao uso dos chamados supermaiôs, traje com poliuretano que elevava flutuação e reduzia atrito. A Federação Internacional de Natação proibiu esse equipamento pouco tempo depois, impondo regras mais rígidas.
Desde então, apenas trajes têxteis são permitidos, sem dispositivos que favoreçam velocidade, flutuação ou resistência. Em geral, homens usam sungas ou bermudas, e mulheres não podem ter maiôs acima dos joelhos, refletindo a normatização atual.
Essa mudança regulatória ajuda a entender por que marcas históricas passaram a ser desafiadas com o tempo, em meio a evoluções técnicas e novas gerações de atletas. A quebra de McEvoy marca um momento de transição na modalidade.
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