A Ferrari começou 2026 com boa competitividade, mas os resultados apontam para uma diferença maior frente à Mercedes do que parecia. O início da temporada traz sinais de que a vantagem da equipe alemã pode ser substancial em ritmo de corrida.
Hamilton descreveu a distância para a Mercedes como significativa, estimando que a diferença por volta pode chegar a meio segundo em corrida. A observação não é apenas numérica: o tom sugere tendência consistente, não acaso de etapas isoladas.
Luca di Montezemolo, ex-presidente da Ferrari, afirmou ao Corriere della Sera que a equipe tem um bom carro, mas não aquele capaz de vencer o Campeonato Mundial. O comentário reforça a percepção de um desafio estrutural para 2026.
Na Austrália, a distância foi de cerca de 15 segundos. Na China, esse ritmo ultrapassou os 25 segundos. Não se trata de detalhes; é o ritmo que define o domínio ao longo das provas.
Enquanto a Mercedes busca manter controle, a Ferrari ainda parece construir a base para sustentar desempenho. O alerta é de que o histórico recente, com pouca eficácia na última curva da temporada, pode se repetir.
A dúvida central é se a Ferrari enfrenta um problema técnico pontual ou um padrão que não foi quebrado. Atualizações costumam reduzir diferenças, mas o cenário inicial aponta para um desafio mais enraizado.
O próximo capítulo da temporada fica com o GP do Japão, em Suzuka, que costuma exigir equilíbrio e confiabilidade. Se a Ferrari quiser manter o jogo, a corrida japonesa pode esclarecer se ainda há espaço para evolução.
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