Bia Haddad Maia, ex-número 10 do mundo e líder do tênis feminino brasileiro, enfrenta fase de tropeços em 2026. A atleta de 29 anos venceu apenas uma de 10 partidas, acumulando resultados recentes negativos. A derrota mais recente ocorreu na estreia do WTA 1000 de Miami, diante da turca Zeynep Sonmez, por 6/3 e 6/2.
Especialistas ouvidos pelo Lance! avaliam o momento da paulistana. Joana Cortez, campeã pan-americana de duplas e comentarista, aponta que a oscilação é comum no alto rendimento e cita o tempo sem técnico após a demissão de Rafael Paciaroni como possível fator contributivo. Vanessa Menga reforça a ideia de que mudanças levam tempo, ainda mais em um circuito de alta competitividade.
Outro ponto discutido é o planejamento de recuperação. Em vez de buscar grandes torneios de imediato, a dupla de comentaristas sugere mesclar competições menores para aumentar o ritmo de jogo. Também ressaltam o valor de manter a parceria em duplas, para retomar a confiança e a alegria de competir.
Para a retomada, as especialistas destacam a importância de um novo treinador. A troca de figura técnica é vista como etapa-chave para oferecer suporte tático e emocional, especialmente diante da dureza do circuito. A expectativa é de que a escolha certa possa favorecer a Bia ao longo da temporada.
Em relação ao aspecto emocional, Cortez aponta que a ausência de um treinador próximo pode ter impactado a tomada de decisões em quadra, enquanto Menga enfatiza que a confiança interna permanece e que a atleta já demonstrou capacidades para voltar a vencer.
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