Romeu Tuma Júnior não reconhece a reunião realizada na noite de segunda-feira no Parque São Jorge, que resultou no afastamento dele do cargo de presidente do Conselho Deliberativo do Corinthians. Ele afirma que deixará o posto apenas mediante ordem judicial válida.
Em nota enviada à imprensa, o dirigente sustenta que continua no exercício da presidência, mantendo a prática regular dos atos institucionais. Diz ainda que só sairá por meio de decisão judicial ou por rito estatutário interno estritamente observável.
A reunião que originou o afastamento contou com a participação de 137 dos 290 conselheiros. Entre os presentes, 115 apoiaram a medida, 15 votaram contra e houve sete abstenções, segundo métodos de votação apresentados pelo clube.
Contexto e desdobramentos
Oposição interna ao presidente Osmar Stabile motivou o afastamento, votado após divergências entre Tuma Júnior e o grupo de Stabile. Parte dos conselheiros não compareceu por supostas irregularidades no rito estatutário. O ato gerou críticas e questionamentos sobre a legalidade do processo.
O vice-presidente Leonardo Pantaleão, apontado como sucessor natural de Tuma, também questionou a legalidade da reunião, afirmando que, sem reconhecimento da Justiça, Tuma não deve assumir o cargo. A discussão acompanha a reforma estatutária em andamento no clube, que pode ampliar direitos de voto do Fiel Torcedor nas eleições presidenciais.
Na sequência do episódio, Osmar Stabile protocolou requerimento interno para apuração dos fatos pela Comissão de Ética e Disciplina, em meio a tensões internas que já resultaram em desacordos públicos entre aliados. A próxima assembleia geral, prevista para 18 de abril, pode definir mudanças no estatuto do Corinthians.
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