O afastamento provisório de Romeu Tuma Júnior da presidência do Conselho Deliberativo do Corinthians permanece em debate. O atual vice-presidente, Leonardo Pantaleão, questionou a legalidade da reunião realizada na última segunda-feira e disse que, até o reconhecimento judicial, não haverá assunção automática do cargo. O silêncio sobre a validade do ato foi apresentado como exigência de observância estrita ao Estatuto Social.
A reunião foi convocada pelo presidente Osmar Stabile com o objetivo de votar o afastamento de Romeu Tuma Júnior, que é visto por Stabile como adversário político no Parque São Jorge. Parte dos conselheiros, inclusive Pantaleão, não participou, alegando irregularidades no rito estatutário do encontro. O pleito contou com 137 de 290 conselheiros presentes.
Entre os presentes, 115 votaram pelo afastamento, 15 foram contrários e sete se abstiveram, segundo os números divulgados pela organização do timão. A decisão gerou controvérsia internamente e acentuou a crise política que envolve a gestão do clube neste momento.
Contexto do cenário interno
O episódio ocorre no contexto da tramitação de uma reforma do estatuto que inclui mudanças significativas, como ampliar o direito de voto do Fiel Torcedor nas eleições presidenciais. O timing da votação e as acusações de interferência entre os membros ampliam as dúvidas sobre a legalidade dos atos recentes.
Posição de Leonardo Pantaleão
Pantaleão divulgou, por meio de nota, que os atos terão validade apenas após reconhecimento jurídico adequado. O vice-presidente ressaltou que, enquanto isso não ocorrer, não se configura alteração formal na presidência e que as deliberações devem respeitar integralmente o Estatuto Social. Ele enfatizou ainda que os atos institucionais serão praticados com observância à norma vigente até a verificação da conformidade.
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