O associativo do Botafogo, titular de 10% das ações da SAF, ingressa com ação judicial por suposta fraude e quebra de contrato em relação às movimentações da Eagle Football. A medida envolve documentos, valores e transações ainda não divulgados. A intentiva é fiscalizar o cumprimento do acordo.
Segundo apurações, a diretoria do social já enviou três notificações formais solicitando transparência sobre documentos e operações financeiras, sem retorno satisfatório. A expectativa é esclarecer irregularidades apontadas pelo grupo associativo.
A disputa envolve o aporte de 400 milhões de reais previsto em contrato, com suspeitas de que não teria sido integralmente cumprido. O foco é entender o fluxo de recursos ligado ao clube Lyon, também pertencente à Eagle Football, e possível uso de parte dos valores.
O objetivo é confirmar se parte dos aportes foi transferida ao Lyon antes de serem revertidos em investimentos no Botafogo. A controvérsia levou à decisão de resolver o caso por arbitragem, sob a condução da Fundação Getulio Vargas (FGV).
A FGV atuará como órgão autônomo com poder jurisdicional, oferecendo alternativa ao Poder Judiciário para conflitos empresariais. A arbitral deverá analisar as movimentações financeiras nos próximos meses.
O cenário ocorre paralelo a disputas envolvendo John Textor, a Eagle Football e a Ares, principal credora da holding do empresário. A arbitragem terá como ponto central a análise de documentos, contratos e fluxos de caixa.
Nota oficial da SAF Botafogo detalha valores investidos e a situação da infraestrutura. Em resposta, a SAF sustenta que aportes previstos foram cumpridos, e que infraestrutura de treino e atuação financeira avançaram significativamente.
Entre julho de 2024 e fevereiro de 2025, a SAF afirma que o Lyon transferiu ao Botafogo cerca de 233,7 milhões de reais. Alega ainda que o acordo prevê aporte total de 400 milhões, com orçamentos anuais acima das metas.
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