O Judiciário de São Paulo avisou o Corinthians de que pode nomear observador ou interventor judicial caso haja novas inconsistências de receitas no Regime Centralizado de Execuções (RCE). A decisão foi proferida na noite de 25 de março de 2026.
A perícia anexada ao processo aponta que o clube deixou de declarar cerca de R$ 150 milhões de receitas no RCE, referentes a fevereiro de 2026. O objetivo do RCE é organizar dívidas cíveis e trabalhistas em uma única vara.
O Corinthians protocolou petição no dia 24 de março para detalhar a composição das receitas alegadamente incidente. O clube afirma que já prestou esclarecimentos aos autos antes da decisão de 25 de março.
Contexto e pericia
A perícia, realizada pela Laspro Consultores, aponta divergência entre o declarado (R$ 64,2 milhões) e o valor efetivamente arrecadado (R$ 213,4 milhões) no período analisado. A diferença é de aproximadamente R$ 149,2 milhões.
Entre as razões da diferença, o perito cita operações financeiras, transferências e negociação de atletas não consideradas na declaração. O documento também solicita que valores de venda de jogadores sejam disponibilizados para leilão reverso.
O perito solicitou explicações sobre as diferenças e determinou que o clube comprove o uso dos recursos de operações de venda de atletas para evitar bloqueios de valores. Caso não haja comprovação, o pagamento do valor faltante pode ser exigido no próximo período.
Nota oficial do Corinthians
O clube afirma ter apresentado todos os esclarecimentos solicitados pela Administração Judicial antes da decisão de 25 de março. A nota ressalta que houve reunião com a Justiça e que o clube continua à disposição para prestar informações adicionais.
O Corinthians enfatiza que atua de forma diligente, transparente e colaborativa no RCE. A instituição diz acompanhar o processo com o objetivo de manter a regularidade e a transparência da reestruturação financeira.
Entre na conversa da comunidade