Mamady Cissé, volante de 19 anos, foi descoberto na Nigéria e já chamou a atenção no Atlético-MG. Em meio à derrota na Copa Libertadores de 2024, o jovem ganhou espaço no clube e foi convocado pela Guiné para defender a seleção na Data Fifa.
A operação de captação aconteceu com Dennys Dilettoso, então coordenador de base, e envolveu Rodrigo Weber e Erasmo Damiani. O processo incluiu avaliação técnica, relatório detalhado e análise social para facilitar a adaptação em outro país.
Cissé ficou no radar após jogos do torneio sub-21 na Nigéria. O jogador, que atuava como atacante de beirada, passou a integrar o time de transição do Atlético-MG e, pouco depois, foi titular nas finais do Campeonato Mineiro.
A negociação foi fechada na Nigéria e dependeu de autorização para que ele complete 18 anos, tire o visto e venha ao Brasil em 2025. A inovação no modelo de captação é vista como tendência no futebol sul-americano.
O projeto e o olhar para o futuro
O Atlético-MG pretende ampliar a busca por talentos no continente africano. Atualmente, o clube acompanha projetos sociais e mantém contatos com parceiros locais. A ideia é fortalecer a base com jogadores que se adaptem ao estilo de jogo brasileiro.
O gerente de captação, André Velloso, reforçou que o mercado africano já era grande, mas recebia pouca atenção. Ele aponta que Minas Gerais continua sendo prioridade e que o clube pretende manter uma atuação mais agressiva na base.
A expectativa é que outros atletas recebam oportunidades similares nos próximos meses, seguindo o mesmo caminho de Cissé, com foco na adaptação social e esportiva.
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